Como Falar do Futuro em Inglês

Como Falar do Futuro em Inglês: Going To vs Will

Como Falar do Futuro em Inglês: Going To vs Will | Aprenda a diferença entre going to e will para falar do futuro em inglês, com exemplos práticos e exercício com gabarito.

Como Falar do Futuro em Inglês: Going To vs Will

Oi, é o Profº Rodrígues! Você já aprendeu a falar sobre o passado e o presente — agora é hora de aprender a falar sobre o futuro. E aqui vem uma das dúvidas mais comuns entre alunos de nível A2/B1: qual é a diferença entre “going to“ e “will“? Afinal, os dois parecem significar a mesma coisa: uma ação que ainda vai acontecer.

A verdade é que existe, sim, uma diferença real de significado entre eles — e uma vez que você entende essa diferença, nunca mais vai ficar em dúvida sobre qual usar.


GOING TO: planos já decididos e previsões com evidência

Usamos “going to“ em duas situações principais:

1. Planos e intenções já decididos antes do momento da fala:

I am going to travel to Portugal next month. (Eu vou viajar para Portugal mês que vem — já decidi isso antes.)

She is going to study medicine. (Ela vai estudar medicina — já é um plano definido.)

2. Previsões baseadas em evidências visíveis no momento presente:

Look at those clouds! It’s going to rain. (Olha aquelas nuvens! Vai chover. — você vê evidência agora, as nuvens)

He’s driving too fast. He’s going to have an accident. (Ele está dirigindo rápido demais. Ele vai bater. — evidência visível da situação)

Estrutura: sujeito + to be + going to + verbo na forma base

I am going to study. | She is going to travel. | They are going to move.


WILL: decisões espontâneas, promessas e previsões gerais

Usamos “will“ em situações bem diferentes:

1. Decisões espontâneas, tomadas no momento da fala:

“The phone is ringing.” “I’ll answer it!” (Eu vou atender! — decisão tomada agora mesmo, sem planejamento prévio)

2. Promessas:

I will help you with your homework. (Eu vou te ajudar com o dever de casa.)

I promise I will call you tomorrow. (Eu prometo que vou te ligar amanhã.)

3. Previsões gerais, sem evidência visível concreta (baseadas em opinião):

I think it will rain tomorrow. (Eu acho que vai chover amanhã — opinião, sem evidência visual no momento)

She will probably be a great doctor. (Ela provavelmente vai ser uma ótima médica.)

Estrutura: sujeito + will + verbo na forma base (will não muda para nenhum pronome!)

I will study. | She will travel. | They will move.

Forma contraída comum: I’ll, you’ll, he’ll, she’ll, we’ll, they’ll — extremamente usada na fala do dia a dia.


Comparando lado a lado: a mesma situação, dois significados diferentes

Vamos ver como a escolha entre “going to” e “will” muda o sentido de uma frase parecida:

A: The doorbell is ringing. B: I’ll get it! (decisão espontânea, no momento)

Compare com:

A: What are your plans for tonight? B: I’m going to watch a movie. (plano já decidido antes dessa conversa)

Repare como o contexto (decisão espontânea vs. plano já definido) é o que determina qual forma usar — não é uma escolha aleatória.


Uma tabela resumo para fixar tudo

SituaçãoForma corretaExemplo
Plano já decididogoing toI’m going to visit my parents.
Previsão com evidência visívelgoing toLook at the sky, it’s going to rain.
Decisão espontâneawillI’ll help you!
PromessawillI will call you tomorrow.
Previsão/opinião geralwillI think she will pass the exam.

Outras formas de falar sobre o futuro (bônus)

Além de “going to” e “will“, existem outras formas comuns de expressar o futuro em inglês:

Presente contínuo para planos combinados (que já vimos no artigo sobre presente contínuo):

I’m having dinner with friends tonight. (Eu vou jantar com amigos hoje à noite.)

Presente simples para horários fixos e programados (como de transporte ou eventos):

The train leaves at 9 AM tomorrow. (O trem sai às 9h amanhã.)

Essas formas se sobrepõem um pouco com “going to“, mas cada uma carrega uma nuance ligeiramente diferente, o mais importante neste momento é dominar bem a diferença entre “going to” e “will“, que é a mais usada no dia a dia.


Um diálogo completo para praticar

A: What are you going to do this weekend?

B: I’m going to visit my grandmother. What about you?

A: I don’t know yet… Oh wait, my phone is ringing!

B: I’ll wait, no problem.

A: Sorry about that! So, do you think it will rain this weekend?

B: I don’t think so, but look at those clouds, it’s going to rain today, at least!

A: You’re right! I’ll bring an umbrella just in case.

B: Good idea. I promise I’ll text you when I get to my grandmother’s house.

Percebeu como “going to” (planos, evidência) e “will” (decisão espontânea, promessa, opinião) aparecem naturalmente, cada um na situação certa?


Um parágrafo completo para você ver tudo junto

Next year, I’m going to start a new job — I already accepted the offer. I think it will be a great opportunity for my career. Right now, I don’t know exactly where I’ll live, but I’ll figure it out closer to the date. My friends promised they will visit me often. Looking at how excited everyone is, I think this is going to be a great change in my life!

Repare como esse parágrafo mistura naturalmente planos já decididos (going to), promessas e opiniões (will), tudo em um único texto sobre o futuro.


Erros mais comuns que eu vejo

1. Usar “will” para planos já decididos

❌ I will travel to Portugal next month. (quando já é um plano definido — o correto aqui é “going to”)

✅ I’m going to travel to Portugal next month.

2. Usar “going to” para decisões espontâneas

❌ “The phone is ringing.” “I’m going to answer it!” (soa estranho para uma decisão tomada naquele instante)

✅ “The phone is ringing.” “I’ll answer it!”

3. Esquecer o “to be” antes de “going to”

❌ I going to travel.

✅ I am going to travel.

4. Conjugar “will” de forma diferente para pronomes

❌ She wills travel.

✅ She will travel. (will nunca muda, para nenhum sujeito)


Exercício prático completo

Parte 1 — Escolha entre “going to” e “will”:

  1. Look at those clouds! It (is going to / will) rain.
  2. “The doorbell is ringing.” “I (am going to / will) get it!”
  3. I already bought the tickets — I (am going to / will) travel next week.
  4. I promise I (am going to / will) call you tomorrow.

Parte 2 — Complete com a forma correta (going to ou will):

  1. She ___ ___ ___ study medicine. (plano já decidido)
  2. I think it ___ be a great year. (opinião)
  3. He’s driving too fast — he ___ ___ ___ have an accident! (evidência visível)

Let’s practice going to and will

“Let’s practice going to and will. I’m going to travel next month — that’s my plan. The phone is ringing, I’ll answer it! Look at those clouds, it’s going to rain. I promise I will call you. Great practice!”


Perguntas frequentes sobre going to vs will

Existe alguma situação em que os dois são intercambiáveis? Em algumas previsões gerais sem contexto muito específico, os dois podem soar naturais (It will rain tomorrow / It’s going to rain tomorrow), mas quando existe evidência visível concreta, “going to” é mais preciso e natural.

“Going to” é mais comum na fala informal? Na fala rápida e informal, “going to” costuma ser pronunciado como “gonna” (I’m gonna travel), embora isso não deva ser usado na escrita formal.

Qual é mais usado para o futuro, “will” ou “going to”? Ambos são extremamente comuns — a escolha certa depende do contexto (plano definido vs. decisão espontânea/promessa), não de qual é “mais popular” no geral.

Posso usar “will” para todos os planos, para simplificar? Não é recomendado — usar “will” para um plano já claramente decidido soa estranho para um falante nativo, mesmo sendo compreensível. Vale a pena internalizar a diferença de uso desde o início.


Gabarito do exercício

Parte 1: 1. is going to | 2. will | 3. am going to | 4. will

Parte 2: 1. is going to study | 2. will | 3. is going to


Próximos passos na sua jornada

Você já sabe expressar planos, promessas e previsões com precisão em inglês. Continue evoluindo com estes conteúdos:


Referências externas

Para se aprofundar nas formas de expressar o futuro em inglês, recomendo:

Profº Rodrígues
Profº Rodrígues

Profº Rodrígues é o autor por trás do Rota da Fluência, dedicado a tornar o ensino de inglês simples e acessível para qualquer nível de conhecimento. Com uma abordagem prática e direta, ele desenvolveu um método próprio que une texto, áudio e exercícios para acompanhar o aluno do primeiro contato com o idioma até a fluência avançada. Sua missão é clara: eliminar a complexidade desnecessária do aprendizado e mostrar que qualquer pessoa pode evoluir no inglês com constância e as ferramentas certas.

Artigos: 28

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